Do livro O Laboratório que Sobrevive

Kit de Campo do Laboratório

15 artefatos do método, cada um ancorado no capítulo que o desenvolve.

Nenhum é formulário bonito e vazio: cada modelo existe para produzir uma decisão.

Se um campo não muda decisão, corte. Formulário não manda em ninguém.

O fantoche do Doug

Dá para começar com papel, caneta e uma reunião bem conduzida. Copie o template, cole no doc da sua empresa e risque o que não serve. Eu risco o tempo todo.

Argumento

Ganhar o direito de existir antes de pedir fé.

Artefato 1: Inventário do cemitério

cap. 1

as iniciativas mortas da empresa, seus padrões de morte e as dores que continuam abertas.

  • Iniciativa e período
  • Dor que tentava resolver
  • Padrão de morteentusiasmo / POC de gaveta / lab-vitrine / ferramenta-órfã / comitê sem mão na massa / combinação
  • Dono formal na época
  • Métrica de resultado que existia
  • Narrativa que ficou na empresa
  • Dor que continua aberta hoje

Artefato 2: Argumento de existência em uma página

cap. 2

dor com número, conta conservadora, escopo, prazo e as duas réguas.

  • Dor, número e dono
  • Solução em uma frase, sem jargão
  • Retorno conservador de 12 meses
  • Custo completo, incluindo manutenção
  • Pedido específico de pessoas, ferramentas e acessos
  • Prazo do primeiro ciclo
  • Critério de sucesso
  • Critério de morte, revisão ou realocação

Artefato 3: Mapa dos três diretores

cap. 3

o que cada um ganha, teme e precisa ver para virar aliado.

  • Diretor ou área
  • O que ganha se o laboratório der certo
  • O que teme ou pode perder
  • O que precisa ver para virar aliado
  • Poder que exerce sobre orçamento, acesso ou prioridade

Artefato 4: Contrato de operação

cap. 3

funil, métrica e acessos, por escrito.

  • Quem prioriza e em qual ritual
  • Qual funil vale para todas as áreas
  • Qual métrica julga o laboratório
  • Quais acessos estão garantidos e por quem
  • Qual é a porta de emergência e como fica registrada
  • Quem decide no primeiro conflito de prioridade

Estrutura

Montar a máquina: funções, funil, score e validação.

Artefato 5: Mapa das cinco funções

cap. 4

quem cobre descoberta, construção, medição, tradução e governança, e o plano B de cada uma.

  • Descobertaresponsável / plano B / nota 0-10
  • Construçãoresponsável / plano B / nota 0-10
  • Mediçãoresponsável / plano B / nota 0-10
  • Traduçãoresponsável / plano B / nota 0-10
  • Governançaresponsável / plano B / nota 0-10
  • Função mais descoberta e ação mais barata para cobri-la

Artefato 6: Diário de estudo do builder

cap. 5

a rotina de hábitos que forma e mantém o perfil.

  • Processo auditado neste mês
  • Tecnologia testada na bancada
  • Cadeira emprestada na operação
  • Projeto de ponta a ponta em andamento
  • Última coisa que questionei
  • Última coisa que construí
  • Limite técnico que reconheci

Artefato 7: Formulário de entrada de dores

cap. 6

os seis campos que separam dor de ideia.

  • Qual processo dói
  • Quanto custa hoje em tempo ou dinheiro
  • Com que frequência acontece
  • Quem é o dono que confirma
  • O que já foi tentado
  • O que muda na operação se a dor desaparecer

Artefato 8: Score de priorização com âncoras

cap. 6

as cinco dimensões, os pesos do ciclo e as âncoras escritas de cada nota.

  • Retorno (1-5)
  • Esforço invertido (1-5)
  • Imposto de manutenção invertido (1-5)
  • Força da prova (1-5)
  • Risco e dependências invertidos (1-5)
  • Pesos definidos antes da lista
  • Score final e posição no ranking

Artefato 9: Registro de decisões

cap. 6

decisões contra o score e mudanças de peso, datadas e assinadas.

  • Data e ciclo
  • Decisão tomada
  • O que passou na frente do quê
  • Scores lado a lado
  • Motivo em uma frase, sem eufemismo
  • Quem decidiu
  • Quando revisar

Artefato 10: Canvas de validação

cap. 7

as cinco perguntas do dia seguinte mais as perguntas específicas de IA.

  • Dono da operação depois do lançamento
  • Integração com o fluxo real
  • Quem atende quando quebrar
  • Métrica e baseline
  • Custo de manter
  • Taxa de erro aceitável e quem define
  • Custo por execução no volume esperado
  • Fallback quando o sistema não sabe
  • Conjunto de ouro existe?

Operação

Fazer a máquina rodar sem subir degrau por tédio.

Artefato 11: Registro de decisão tecnológica

cap. 9

a dor, o degrau escolhido na escada e por que o degrau de baixo não bastou.

  • Dor
  • Variabilidade do input
  • Custo do erro
  • Rastreabilidade exigida
  • Frequência e volume
  • Reversibilidade da ação
  • Degrau escolhido0 / fluxo / fluxo + IA / task agent / agente autônomo
  • Por que o degrau abaixo não resolve
  • Onde entra o humano

Sobrevivência

Provar valor, tratar medo e escalar sem virar fábrica.

Artefato 12: Painel de valor em quatro camadas

cap. 11

projetado, validado, realizado e capturado, com memória de cálculo.

  • Valor projetado: hipótese e memória de cálculo
  • Valor validado: baseline confirmado e método de medição
  • Valor realizado: uso real e resultado observado
  • Valor capturado: onde a organização de fato absorveu o ganho
  • Custo operacionalgente / licenças / consumo de IA / infraestrutura
  • Falha ou lacuna que precisa aparecer primeiro na prestação de contas

Artefato 13: Mapa de medos e incentivos

cap. 12

quem é tocado por cada projeto, o que teme e qual resposta concreta existe.

  • Quem é tocado pelo projeto
  • O que essa pessoa pode perder ou teme perder
  • O que ela ganha se o projeto funcionar
  • Destino das horas liberadas
  • Como a pessoa participa do desenho
  • Qual medo é legítimo e exige mudança no projeto

Artefato 14: Checklist de graduação para engenharia

cap. 14

os critérios que tiram um projeto do laboratório.

  • Volume virou risco operacional? sim / não
  • Criticidade envolve receita, obrigação ou operação essencial? sim / não
  • SLA exige estrutura de suporte dedicada? sim / não
  • Integração profunda com o core virou dominante? sim / não
  • Valor já foi provado com uso real? sim / não
  • Pacote de handoff está completo? sim / não
  • Quem mantém a dor e a métrica
  • Quem assume código, SLA e operação técnica

Artefato 15: Diagnóstico de maturidade

caps. 13 e 16

a auditoria de si mesmo e a posição na curva de níveis.

  • Nível atualautomatiza tarefas / redesenha processos / ressignifica trabalho
  • Anti-pattern que apareceu no último ciclo
  • Percentual aproximado de capacidade em manutenção
  • Projetos recusados no último ciclo
  • Decisões contra o score registradas
  • Soluções com pulso, qualidade e custo monitorados
  • Próxima mudança de comportamento, não de ferramenta
O fantoche do Doug

O livro ainda está na bancada. O kit já está em uso.

Cada artefato novo, cada âncora recalibrada e cada capítulo que muda de versão sai primeiro no Doug Drops. Uma vez por semana, sem enfeite.