Kit ROI, versão do livro

Faça a conta antes de pedir fé.

A pergunta que chega antes do orçamento é sempre a mesma: quanto isso vai devolver? Esta calculadora monta a resposta do jeito que um diretor cético aceita: ganho cortado pela metade, custo completo, destino das horas e uma régua de morte assinada antes do primeiro real gasto.

No fim sai o argumento de existência em uma página, pronto para copiar ou imprimir.

Método do livro O Laboratório que Sobrevive, capítulos 2 e 11.

A calculadora

Oito passos, uma página

Tudo roda no seu navegador e fica salvo só nele. Nada vai para servidor nenhum.

Começa com um exemplo fictício. Troque pelos seus números.
1

A dor, com número e dono

Só o que o gestor sabe de cabeça. Campo difícil de preencher é motivo para fechar a aba.

Quem sente, confirma o número e vai testemunhar a favor depois.

pessoas

Por pessoa.

min

Revisão humana, conferência, exceção. Zero quase nunca é verdade.

vezes
R$/h

Salário com encargos dividido pelas horas do mês. Na dúvida, chute baixo.

Economia teórica: 90 h/mês (600 ocorrências). Guarde esse número: ele é o seu baseline, e baseline só se mede no dia zero.

2

O custo completo

Não só o de construir. A ferramenta abandonada nasce da conta que esqueceu a manutenção.

h

Uma vez só.

R$/h
R$/mês

Toda assinatura entra com data de revisão.

R$/mês

Tokens, chamadas, minutos. Precisa de dono, teto e alerta.

R$/mês
h/mês

Horas por mês para manter vivo: API que muda, ajuste pedido, credencial que expira.

Construção: R$ 3.200 uma vez. Recorrente: R$ 950/mês, dos quais R$ 800 são manutenção.

3

A conta, lado a lado

Sem histórico de adoção, o livro projeta só metade da economia teórica e deixa o resto como potencial, não promessa. O custo entra completo nos dois lados.

Otimista100% do ganho
Conservadora50% do ganho
Horas liberadas/mês
90 h
45 h
Menos manutenção
80 h
35 h
Capacidade/mês
R$ 5.400
R$ 2.700
Custo completo 12m
R$ 14.600
R$ 14.600
Resultado 12m
R$ 50.200
R$ 17.800
Payback
menos de 1 mês
1,8 meses
A conta fecha no cenário conservador. Pode levar para a mesa.

Capacidade equivalente é hora vezes custo da hora. Não é dinheiro no caixa, e a gente fala isso antes que alguém pergunte. Por que 50%? Porque adoção leva tempo, exceção existe e o processo real é sempre mais sujo que o mapeado. Não é constante da física: é margem.

4

Em que camada esse número está

Entre a promessa e o caixa existem quatro camadas. Misturar as quatro num número só é o pecado que diretoria experiente fareja na hora.

  1. 1.Projetado

    35 h/mês, R$ 2.700/mês

    O que a conta conservadora promete na largada. É hipótese, não resultado, e anda com esse rótulo.

  2. 2.Validado

    a medir

    O que a medição depois da entrega confirma que a solução economiza por ocorrência.

    Para chegar aqui: Cronometrar o tempo real por ocorrência depois da entrega, contra o baseline do dia zero, junto com o dono da dor.

  3. 3.Realizado

    a medir

    O validado vezes a adoção real. Economiza 2 h por uso e é usado em 30% dos casos? Realiza 30%.

    Para chegar aqui: Medir uso, não execução: quantas ocorrências passaram de fato pelo novo fluxo.

  4. 4.Capturado

    a medir

    O que a empresa reteve: custo cortado, capacidade realocada, espera menor. Só parte disso vira caixa.

    Para chegar aqui: Provar o destino das horas cumprido ou o desembolso que caiu. Sem prova, fica em realizado.

5

Destino das horas (obrigatório)

Combinado com o gestor antes de construir. Antes, é contrato. Depois, é desculpa sob suspeita.

O laboratório não vende corte de gente. Vende capacidade realocada com destino provado.

6

As duas réguas e o pedido

Sucesso e morte na mesma seção, com o mesmo destaque. Quem define a própria régua de fracasso não está vendendo hype.

Pessoas, dedicação, ferramentas e acessos, item a item. Time se pede depois, com resultado na mão.

Interrupção, revisão, pivô ou encerramento. Só o último devolve o orçamento.

7

Contra-teste: o diretor cético

As perguntas que vão aparecer na reunião, com a resposta que a sua própria conta dá. Melhor ouvir aqui do que lá.

  • ✓

    “Tá. E o que eu ganhei?”

    Na conta conservadora: 35 h/mês de capacidade líquida, equivalentes a R$ 2.700/mês. Com custo completo, o resultado em 12 meses é R$ 17.800.

  • ✓

    “Essa sua conta não está otimista?”

    Ela já está cortada pela metade. No otimista daria R$ 50.200 em 12 meses; eu levo R$ 17.800. A conta fecha no cenário conservador. Pode levar para a mesa.

  • !

    “Essas horas viram o quê?”

    Ainda sem resposta. E sem resposta essa pergunta mata a proposta. Preencha o destino das horas no passo 5.

  • ✓

    “Quanto custa manter isso de pé?”

    R$ 950/mês no total, sendo 10 h/mês de manutenção (22% das horas que a conta conservadora libera).

  • ✓

    “E se a parte humana demorar o dobro?”

    Com o tempo de depois dobrado, a capacidade conservadora cai para 20 h/mês e o resultado de 12 meses vira R$ 7.000. Ainda fecha.

  • ✓

    “E se só 30% das pessoas usarem?”

    Com 30% de adoção sobre a economia teórica: 17 h/mês líquidas e R$ 4.840 em 12 meses. É a diferença entre valor validado e realizado.

  • ✓

    “E se a conta de IA explodir?”

    A conta conservadora aguenta até R$ 1.633/mês de consumo de IA antes de zerar o resultado de 12 meses (10,9x o estimado). Coloque dono, teto e alerta nesse número.

  • ✓

    “Isso é dinheiro no caixa?”

    Não, e a gente fala antes que alguém pergunte. É capacidade. Só vira caixa com custo cortado ou receita atribuída, comprovados. Essa é a camada capturado, e ela é menor que a projetada.

  • !

    “E se não der certo em 90 dias?”

    Sem critério de morte ainda. Preencha no passo 6.

8

Argumento de existência em uma página

O artefato 2 do Kit de Campo. Uma página sobrevive a ser encaminhada para alguém que você nunca vai conhecer. Deck de trinta slides precisa de apresentador.

Kit de Campo, artefato 2

Argumento de existência em uma página

Responder solicitações de clientes que chegam por email

Projetado

1. Dor, número e dono

12 min por ocorrência, 1 pessoa(s), 600 ocorrências por mês. Depois: 3 min. Economia teórica de 90 h/mês a R$ 60/h.
Dono da dor: Gestora de atendimento

2. Solução em uma frase

(preencher)

3. A conta, lado a lado (12 meses)

Otimista (100%)Conservadora (50%)
Horas líquidas/mês80 h35 h
Capacidade/mêsR$ 5.400R$ 2.700
Custo completo 12mR$ 14.600R$ 14.600
Resultado 12mR$ 50.200R$ 17.800
Paybackmenos de 1 mês1,8 meses

A conta fecha no cenário conservador. Pode levar para a mesa.

Capacidade equivalente não é dinheiro no caixa.

4. Custo completo, incluindo manutenção

Construção R$ 3.200 (uma vez). Por mês: licenças R$ 0, IA R$ 150, infra R$ 0, manutenção 10 h (R$ 800). Total recorrente R$ 950/mês.

5. Pedido específico

(preencher)

6. Prazo do primeiro ciclo

90 dias

7. Destino das horas

(preencher)

8. Critério de sucesso

(preencher)

9. Critério de morte, revisão ou realocação

(preencher)
Camada atual: projetado. É hipótese, não resultado. Método do livro O Laboratório que Sobrevive (doug.ia.br/livro). Feito em doug.ia.br/kit-roi.

De onde vem essa conta

Seu primeiro produto é o argumento

Quando o laboratório que eu lidero nasceu, a pergunta dos gestores era sempre a mesma: quanto isso está gerando de retorno? Legítima. Porque em laboratório de IA o custo aparece sozinho na fatura e o retorno não aparece em lugar nenhum sem instrumento.

Então, antes de construir qualquer automação bonita, eu construí a ferramenta que provaria o valor delas: uma calculadora de ROI, feita numa tarde, que só pedia o que o gestor sabia de cabeça e respondia em duas moedas. Reais convencem o financeiro. Horas convencem o gestor da área, que sabe exatamente o que faria com elas.

Ela virou padrão de aprovação de projetos em outras áreas e, de quebra, canal de entrada de demanda. Onze meses depois, o portfólio que ela ajudou a viabilizar devolvia mais de 1.300 horas por mês de trabalho medido. Esta página é a versão aberta dessa conta, com o que o livro aprendeu no caminho.

  1. Componente 1

    A dor certa

    Frequente, mensurável hoje, com dono claro e explicável em uma frase. Raramente é a maior dor da empresa.

  2. Componente 2

    A conta conservadora

    Metade da economia teórica contra o custo completo, lado a lado. Você quer ser a proposta que subestimou o próprio retorno.

  3. Componente 3

    Escopo pequeno, prazo curto

    Noventa dias, recursos nomeados um a um. Você não pede um laboratório: pede o direito de provar que ele merece existir.

  4. Componente 4

    O critério de morte

    A régua de fracasso escrita por quem propõe. É o componente que ninguém coloca e o que mais gera confiança.

Do livro O Laboratório que Sobrevive, cap. 2 (o argumento de existência) e cap. 11 (o painel de valor em quatro camadas).

Quer levar o kit para a próxima reunião?

Deixa o email e chega o Kit ROI: a calculadora em roi.doug.ia.br e o template no Miro para apresentar a conta. De bônus, os próximos artefatos do livro quando saírem do forno.

Perguntas frequentes