Glossário do laboratório

36 termos para conversar sobre IA na empresa sem precisar de slide.

É o vocabulário do livro O Laboratório que Sobrevive. Nome não resolve problema, mas problema sem nome não entra na pauta. Cada termo tem link próprio: copie e mande para aquele diretor que jura que fila é funil.

Comece por aqui

O método em sete palavras

  1. 01Argumento de existênciaArgumentoO caso econômico construído antes do orçamento; o primeiro produto do laboratório.
  2. 02Critério de morteArgumentoA régua de fracasso definida por quem propõe; o componente que ninguém apresenta e o que mais gera confiança.
  3. 03Contrato de operaçãoArgumentoFunil próprio, métrica própria e acessos por escrito; vale mais que a caixa do organograma.
  4. 04Imposto de manutençãoEstruturaA fração da capacidade consumida por manter vivo o que já foi entregue; o melhor termômetro de crescimento.
  5. 05Fila versus funilEstruturaFila ordena por chegada e hierarquia; funil filtra por critério publicado.
  6. 06Regra do degrau mais baixoOperaçãoEntre duas soluções que resolvem a mesma dor, vence a mais simples da escada de autonomia.
  7. 07Destino das horasSobrevivênciaO pacto público, anterior à construção, sobre o que a capacidade liberada vira; a linha do painel que separa presente de ameaça.

Argumento

Parte 1
Iniciativa que depende da energia de uma pessoa; tem torcida, não tem estrutura.
Prova de conceito cujo plano inteiro era a demo; provou que era possível, ninguém perguntou se era operável.
Laboratório que existe primeiro para ser mostrado; muda a percepção, não muda o processo.
Plataforma comprada como se fosse transformação; o projeto de entusiasmo da diretoria.
Governança para projetos que não existem; legislação para um país imaginário.
O caso econômico construído antes do orçamento; o primeiro produto do laboratório.
A régua de fracasso definida por quem propõe; o componente que ninguém apresenta e o que mais gera confiança.
Funil próprio, métrica própria e acessos por escrito; vale mais que a caixa do organograma.

Estrutura

Parte 2
A fração da capacidade consumida por manter vivo o que já foi entregue; o melhor termômetro de crescimento.
O perfil que entende problema, constrói com método e fala a língua da diretoria na mesma pessoa.
Disposição para pegar um objetivo ainda ambíguo, buscar contexto, encontrar o caminho e fechar o ciclo sem esperar instrução perfeita. O rótulo é recente; o comportamento é antigo e ganha alavancagem nova com IA.
Processo operado por planilha é uma pista de oportunidade, não autorização automática para automatizar. Investigue primeiro a decisão, a revisão e a espera escondidas nela.
O aliado dentro da área que acelera descoberta, baseline, acesso, teste e adoção. É o embaixador com responsabilidade prática no projeto.
A que combina retorno decente com prova rápida; raramente é a maior dor da empresa.
Fila ordena por chegada e hierarquia; funil filtra por critério publicado.
A frase escrita que define cada nota do score; sem ela, nota é opinião com casa decimal.
A exceção com alarme e registro versus a exceção que finge não existir.
Termo usado ao longo do livro para o aliado local; quando participa ativamente de baseline, teste, acesso e adoção, exerce o papel de champion da dor.
O calendário público de decisões que tira o funil do corredor.

Operação

Parte 3
O ambiente de experimentação com autonomia máxima e custo de erro zero; a produção de amanhã nasce nela.
Entre duas soluções que resolvem a mesma dor, vence a mais simples da escada de autonomia.
O humano no circuito que aprova tudo sem intervir; controle de fachada medido pela taxa de intervenção.

Sobrevivência

Parte 4
Entrega com uptime perfeito e nenhum usuário; a POC de gaveta que aprendeu a rodar sozinha.
Horas, reais e ciclo; as únicas unidades que a diretoria compra. O resto é lastro técnico.
O retrato medido do processo antes da solução; barato no dia zero, irrecuperável depois. Número sem antes é anedota.
Sair de verdade por trinta dias; o que quebrar é a lista de documentação pendente.
Escalar formando builders nas áreas em vez de engordar o centro; o teto vira a empresa inteira.
O medo praticado em comportamentos gentis: a ferramenta que não se aplica, o teste que fica para depois, o elogio sem uso.
O gestor que elogia o laboratório em público e trava acesso, dado e prioridade por baixo; o sabotador com crachá de aliado.
O pacote permanente (painel, casos, contrato, fila) desenhado para transformar um executivo recém-chegado de ameaça em informado, antes que outra versão da história chegue primeiro.
A disciplina de sobreviver a movimentos de poder que não julgam mérito: coalizão, dossiê, aritmética de corte e custo de oportunidade da absorção, construídos em tempo de paz.
O pacto público, anterior à construção, sobre o que a capacidade liberada vira; a linha do painel que separa presente de ameaça.

Depois do laboratório

Capítulo 17
A memória organizacional viva alimentada por pilares de conhecimento e servida por agentes pessoais; a infraestrutura do nível três da curva.
A curadoria por cadeira do que cada agente pessoal enxerga do cérebro conjunto; personalização sem fragmentação, e o desenho de acesso decidido à luz do dia.
O ciclo em que a estratégia se propaga aos agentes como contexto vivo e o sinal do trabalho retorna para informar o próximo ajuste; o que separa repositório de organismo.
O tempo entre a estratégia decidida e a estratégia operada na ponta; o custo que toda organização paga e quase nenhuma mede.

Fonte: glossário do livro O Laboratório que Sobrevive, de Douglas Siqueira (manuscrito em escrita). Os termos aparecem desenvolvidos nos capítulos; os artefatos que usam esse vocabulário estão no Kit de Campo.

O glossário é o índice. O livro é o resto.

Cada termo daqui tem um capítulo inteiro por trás, com caso, conta e exercício. Deixa o e-mail e eu aviso quando sair.

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