Kit de Campo · artefato 8
Score de priorização com âncoras
Nota sem âncora vira opinião com casa decimal.
Cinco dimensões, nota de 1 a 5, cada nota com a frase que diz o que ela significa. Você define os pesos primeiro, pontua as dores depois e vê o ranking mudar ao vivo. No fim, copia em markdown ou CSV e leva para a reunião de priorização.
Do livro O Laboratório que Sobrevive, cap. 6.

A única regra que não negocio
Critérios e pesos são definidos e publicados antes de qualquer dor ser pontuada. Score definido depois da lista não é critério, é racionalização: a decisão já foi tomada no estômago e a planilha só veste um número nela. Por isso a ferramenta trava os pesos antes de deixar você adicionar dores.
1. Os pesos do ciclo
Peso muda entre ciclos, conforme o objetivo do trimestre. Mudar entre ciclos é saudável e público. Mudar durante o ciclo é a porta dos fundos entrando pela planilha.
2. As dores
Toque na nota e leia a âncora. Se a frase não descreve a dor, a nota está errada. Esforço é pontuado por quem constrói. Pedaços com o mesmo dono e a mesma dor de origem se pontuam juntos.
Publique os pesos primeiro. É de propósito.
* As âncoras das notas 1, 3 e 5 são do livro. As notas 2 e 4 são intermediárias que escrevi para a ferramenta. Calibre com a sua realidade.
3. O ranking
Nenhuma dor pontuada ainda. O ranking aparece aqui, ao vivo.
O score não decide por você
Ele te obriga a explicar por que você decidiu diferente. Decisão contra o score é permitida, e às vezes é a certa, porque planilha não sabe tudo. O que ela exige é registro: o que passou na frente do quê, os dois scores lado a lado, o motivo numa frase sem eufemismo, quem decidiu e quando revisar.
E quando a dor fica de fora, a recusa nunca é um não seco. É um ainda não, com a dimensão que segura e o que precisa mudar para subir no próximo ciclo. A linha “Segura” do ranking já te dá o começo dessa conversa.
Os quatro golpes clássicos
- Inflar o retorno. Conta conservadora, confirmada pelo dono da dor, e histórico de estimativa contra resultado por área.
- Subestimar o esforço. “É só ligar uma API na outra.” Quem pontua esforço é quem constrói.
- Fatiar o projeto grande. Mesmo dono e mesma dor de origem, um projeto só.
- Sequestrar a força da prova. “O vice-presidente vai adorar.” Aplauso não tem antes e depois.

O livro ainda está na bancada. O kit já está em uso.
Cada artefato novo, cada âncora recalibrada e cada capítulo que muda de versão sai primeiro no Doug Drops. Uma vez por semana, sem enfeite.