Produto

Moxie (robô da Embodied)

2020 a Dezembro 2024

“Ensinava crianças a lidar com sentimentos. Inclusive o de perda.”

Produto, de 2020 a Dezembro 2024

Moxie (robô da Embodied)

O robô amigo das crianças que morreu com a nuvem

Causa da morte

Acabou o dinheiro, desligou a nuvem, e o robô virou enfeite.

Padrão de morte

  • Sem modelo de negócio (padrão de mercado)

    A tecnologia funciona. A conta não fecha: custo por uso, margem ou receita não sustentam a operação.

Dinheiro envolvido
Investidores como Intel Capital, Toyota AI Ventures e Amazon Alexa Fund
Alcance
Não divulgado

O que aconteceu

O Moxie era um robozinho com IA feito pra ajudar crianças a desenvolver habilidades sociais e emocionais. Lançado em 2020 por US$ 1.500 mais mensalidade, depois saiu por US$ 799. Em dezembro de 2024, um investidor desistiu de uma rodada na última hora e a Embodied fechou. Como tudo rodava na nuvem da empresa, os robôs pararam de funcionar em poucos dias, sem reembolso. Pais tiveram que explicar pros filhos que o amigo tinha ido embora. Depois a empresa liberou uma versão aberta pra quem quisesse manter o robô por conta própria.

O que prometia ser

Um robô companheiro pra crianças de 5 a 10 anos, com conversa, jogos e atividades de inteligência emocional.

O que deu errado

O robô inteiro dependia dos servidores da empresa, então a falência da Embodied desligou o produto na casa de todo mundo. Não tinha plano pra o pior cenário: nem reembolso, nem modo offline. E o público era o mais sensível possível: crianças criando vínculo afetivo com o aparelho.

O que dá pra aprender

  • Produto que depende da nuvem precisa de plano pra quando a empresa acabar
  • Quem cria vínculo emocional com o usuário tem responsabilidade dobrada
  • Funcionar offline, mesmo que pouco, é respeito com quem pagou
  • Rodada que "já está fechada" só está fechada quando o dinheiro cai
  • Código aberto no fim é bom, mas melhor é pensar nisso no começo

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