Produto

Amazon Rekognition (para a polícia)

Novembro 2016 a Junho 2020 (moratória)

“Errou mais com quem não podia errar. Parou por pressão.”

Produto, de Novembro 2016 a Junho 2020 (moratória)

Amazon Rekognition (para a polícia)

Reconhecimento facial vendido para polícias

Causa da morte

Erro desigual entre grupos e pressão pública

Padrão de morte

  • Risco, regulação e confiança (padrão de mercado)

    Dano real, viés, privacidade ou segurança. Regulador, tribunal ou opinião pública fecharam a porta.

Dinheiro envolvido
Parte da AWS
Alcance
Agências policiais nos EUA (número não divulgado)

O que aconteceu

A AWS vendia o Rekognition, serviço de reconhecimento facial, também para polícias nos EUA. Em 2018 a ACLU fez um teste em que o sistema associou 28 membros do Congresso americano a fotos de fichas criminais, com proporção maior de pessoas negras entre os erros. Em 2019 um estudo do MIT apontou mais erros com mulheres de pele escura. A Amazon contestou os dois, dizendo que os testes usaram limite de confiança abaixo do recomendado. Em junho de 2020, em meio aos protestos pela morte de George Floyd, a empresa suspendeu por um ano a venda para polícias. Em maio de 2021 estendeu a suspensão sem prazo.

O que prometia ser

Reconhecimento facial na nuvem para identificar suspeitos e apoiar investigação policial.

O que deu errado

Testes independentes mostraram taxa de erro diferente por cor de pele e gênero. A discussão saiu do laboratório e foi parar no Congresso, entre funcionários e acionistas. Em uso policial, falso positivo vira abordagem, e 'depende do limite de confiança' não convence ninguém.

O que dá pra aprender

  • Teste viés antes de vender, não depois do estudo alheio
  • O contexto de uso define o tamanho do dano
  • Configuração recomendada que ninguém segue não protege
  • Pressão pública também é requisito de produto
  • Nem toda aplicação de IA deve existir

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