Produto

DeepMind Health

Fevereiro 2016 a Novembro 2018

“Queria salvar rins. Esqueceu de pedir licença.”

Produto, de Fevereiro 2016 a Novembro 2018

DeepMind Health

IA médica que começou pelo dado e tropeçou na confiança

Causa da morte

Dados de pacientes sem base legal clara e confiança perdida

Padrão de morte

  • Risco, regulação e confiança (padrão de mercado)

    Dano real, viés, privacidade ou segurança. Regulador, tribunal ou opinião pública fecharam a porta.

  • Engolido por plataforma (padrão de mercado)

    Quem é dono do sistema, do canal ou do talento decidiu o jogo: absorveu, contratou o time ou tirou o espaço.

Dinheiro envolvido
Não divulgado (parte da DeepMind)
Alcance
Hospitais do NHS no Reino Unido

O que aconteceu

A DeepMind criou o Streams, app que alertava médicos do Royal Free, em Londres, sobre risco de lesão renal aguda. Para o teste, o hospital repassou dados de cerca de 1,6 milhão de pacientes. Em julho de 2017 o ICO, regulador de dados britânico, concluiu que o Royal Free não cumpriu a lei de proteção de dados nesse repasse. Em novembro de 2018 a equipe de saúde da DeepMind foi absorvida pelo Google Health, o que reacendeu críticas sobre privacidade. Em 2021 o Google anunciou o fim do Streams.

O que prometia ser

A divisão de saúde da DeepMind, focada em alerta clínico precoce e apoio ao médico.

O que deu errado

O teste começou antes de a base legal estar resolvida. O regulador cobrou o hospital, mas a desconfiança caiu na conta da DeepMind. Depois, a absorção pelo Google trocou o dono da relação com os hospitais, e o produto não sobreviveu à reorganização.

O que dá pra aprender

  • Base legal vem antes do primeiro dado
  • Consentimento não é detalhe de jurídico
  • Confiança em saúde leva anos pra construir e um título pra perder
  • Reorganização mata produto que depende de relação
  • Transparência sobre quem acessa o dado é parte do produto

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