Feature

Chatbot da Air Canada

Novembro 2022 (a conversa que deu problema) a Fevereiro 2024 (condenada no tribunal)

“Não sobreviveu ao primeiro processo.”

Feature, de Novembro 2022 (a conversa que deu problema) a Fevereiro 2024 (condenada no tribunal)

Chatbot da Air Canada

"O chatbot é responsável pelos próprios atos"

Causa da morte

Inventou uma regra, e a empresa tentou culpar o próprio robô.

Padrão de morte

  • Lançado sem guardrail (padrão de mercado)

    Foi pro público sem teste adversarial nem limite claro. O público testou por conta própria.

Dinheiro envolvido
Não divulgado
Alcance
Clientes do site da Air Canada

O que aconteceu

Em 2022, Jake Moffatt perguntou ao chatbot da Air Canada sobre desconto de luto pra ir ao enterro da avó. O bot disse que ele podia comprar a passagem cheia e pedir o desconto depois, em até 90 dias. Estava errado: a regra da empresa não permitia isso. A Air Canada negou o reembolso e, no tribunal, argumentou que o chatbot era uma entidade separada, responsável pelas próprias ações. Em fevereiro de 2024 o tribunal discordou e mandou a empresa pagar cerca de 812 dólares canadenses.

O que prometia ser

O assistente virtual do site da Air Canada, que respondia dúvidas de clientes sobre passagens e regras.

O que deu errado

O chatbot respondeu com confiança uma política que não existia (a famosa alucinação). O problema maior veio depois: em vez de assumir o erro de um valor pequeno, a empresa defendeu em público que não respondia pelo que o próprio site dizia. O tribunal deixou claro: tanto faz se a informação vem de uma página estática ou de um chatbot, a empresa é responsável.

O que dá pra aprender

  • O que seu chatbot fala, sua empresa assinou embaixo
  • Regra de negócio sensível (reembolso, preço) não pode ser improvisada pela IA
  • Mostre a fonte oficial junto com a resposta do bot
  • Assumir um erro pequeno custa menos que virar jurisprudência
  • Teste o bot justamente nas perguntas que envolvem dinheiro

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