Startup

Clearview AI (para qualquer cliente)

2017 a Maio 2022 (acordo com a ACLU)

“Raspou a internet. Ficou só com governo.”

Startup, de 2017 a Maio 2022 (acordo com a ACLU)

Clearview AI (para qualquer cliente)

Reconhecimento facial com fotos raspadas da internet

Causa da morte

Raspou rostos sem consentimento e perdeu boa parte dos mercados

Padrão de morte

  • Risco, regulação e confiança (padrão de mercado)

    Dano real, viés, privacidade ou segurança. Regulador, tribunal ou opinião pública fecharam a porta.

Dinheiro envolvido
Cerca de US$ 47 milhões em rodadas divulgadas
Alcance
Órgãos de governo e polícia, principalmente nos EUA

O que aconteceu

A Clearview montou um banco de imagens raspadas da internet, hoje com dezenas de bilhões de fotos segundo a própria empresa, e vende busca por rosto. Reguladores reagiram em vários países: a empresa saiu do Canadá em 2020 e, em 2021, as autoridades de privacidade canadenses classificaram a prática como vigilância em massa; Itália e França aplicaram multas; a Holanda multou em 30,5 milhões de euros em 2024. Nos EUA, um acordo com a ACLU em maio de 2022 proibiu a venda do banco para a maioria das empresas privadas. A empresa segue operando, principalmente com órgãos de governo americanos.

O que prometia ser

Um buscador de rostos para qualquer cliente, de polícia a empresa privada, com o maior banco de imagens do mercado.

O que deu errado

O ativo principal foi montado sem consentimento de ninguém. Cada país com lei de proteção de dados virou um processo ou uma multa. O mercado privado fechou por acordo judicial, e sobrou o cliente governamental.

O que dá pra aprender

  • Raspar dado pessoal sem consentimento é passivo, não ativo
  • Lei de privacidade muda de país pra país, e o produto precisa caber em todas
  • Vigilância em massa assusta e mobiliza
  • Quando o acordo define seu mercado, o mercado encolheu
  • Ética não é opcional em IA

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