Lição 5 de 6535 minIniciante

Comandos, modelos, effort e velocidade

Aprenda os controles que mudam o comportamento da sessão sem transformar a trilha em bingo de slash command.

O que você leva desta lição

  • Usar comandos essenciais de sessão
  • Trocar modelo e effort com intenção
  • Entender fast mode e advisor
  • Escolher profundidade conforme risco e tarefa

Por que importa: Modelo mais forte, effort máximo e fast mode não são sinônimos de melhor decisão.

Field Note

Quinta-feira, 11h. Alguém descobriu que dá para colocar o modelo mais forte, effort no máximo e fast mode ligado. "Melhor de tudo ao mesmo tempo", pensou. À tarde, a renomeação de uma variável demorou mais que o normal, a análise de arquitetura ficou boa, e a conta de usage credits do mês já estava andando sozinha. Configuração máxima não é configuração certa. É só configuração cara.

Conceito

Três controles mudam o comportamento da sessão: qual modelo, quanto ele pensa e com que velocidade responde. Mais dois recursos opcionais: advisor e comandos de sessão. Conferido na doc oficial em outubro de 2026. Isso muda rápido: trate como fotografia, não como lei.

Modelo. Você troca com /model (sem argumento abre um seletor) ou na largada com claude --model <nome>. Os apelidos principais:

  • sonnet: o Sonnet mais recente, para o dia a dia de código.
  • opus: o Opus mais recente, para raciocínio complexo.
  • haiku: rápido e eficiente, para tarefas simples.
  • fable: a família Fable, descrita pela doc como a mais capaz do Claude Code, para tarefas maiores que uma sentada. Não é padrão em nenhum plano. Dependendo do plano, o uso pode ir para usage credits, e o seletor avisa "Requires usage credits".
  • opusplan: usa Opus no plan mode e troca para Sonnet na execução.
  • default: limpa qualquer escolha e volta ao padrão da conta.

Na API da Anthropic, hoje opus aponta para Opus 5.5, sonnet para Sonnet 5.5 e haiku para Haiku 5.5. Para Pro, Max, Team e Enterprise, o padrão é Opus 5.5. Em Bedrock, Google Cloud ou Foundry os mapeamentos mudam, confira na página de configuração de modelos.

Effort. Controla o raciocínio adaptativo: o modelo decide se e quanto pensar em cada passo. Níveis: low, medium, high, xhigh, max (os modelos 4.6 não têm xhigh). Você ajusta com /effort (sem argumento abre um slider, /effort high define direto, /effort auto limpa) ou claude --effort high. Nos modelos 5.5 o padrão é medium. O guia da doc, resumido:

  • low: trocas rápidas em que você revisa cada resultado (rascunho, rename).
  • medium: trabalho de engenharia com escopo claro.
  • high: quando verificação importa e caso de borda é provável, como corrigir bug em código existente.
  • xhigh: raciocínio mais profundo, mais tokens.
  • max: problemas difíceis para ele resolver sem você. A doc avisa que pode ter retorno decrescente e tendência a pensar demais. Teste antes de adotar.

Para um turno só, escreva ultrathink no prompt: pede raciocínio mais profundo naquele turno sem mudar o effort da sessão. "Pense bastante" e variações não são palavra-chave, viram texto comum.

Fast mode. Configuração de alta velocidade do Opus, até 2,5 vezes mais rápida, com preço por token maior. Não é outro modelo, a qualidade é a mesma. Liga e desliga com /fast. Pontos que a doc destaca: está em research preview. Funciona no Opus 5 e no Opus 4.8 (se o modelo atual não suporta, ele troca para um Opus que suporta). Nos planos de assinatura sai de usage credits, não do limite incluído. E ligar no meio de uma conversa longa cobra todo o contexto acumulado no preço de fast mode. Ligue no começo ou não ligue.

Advisor. Recurso experimental em que um segundo modelo, normalmente mais forte, é consultado em momentos-chave: antes de escolher uma abordagem, quando um erro se repete, antes de declarar pronto. Liga com /advisor opus (ou claude --advisor opus) e desliga com /advisor off. Só funciona na API da Anthropic. O advisor precisa estar no mesmo nível ou acima do modelo principal, e cada consulta consome tokens nas tarifas do modelo advisor.

Comandos de sessão que valem decorar:

  • /help: lista comandos. Digitar / também mostra.
  • /clear: conversa nova, contexto zerado.
  • /compact [foco]: resume a conversa para liberar contexto.
  • /context: mostra o que está ocupando a janela de contexto.
  • /rewind: volta conversa e/ou código para um ponto anterior. Esc duas vezes faz o mesmo.
  • /resume: retoma uma conversa anterior.
  • /plan [descrição]: entra em plan mode.
  • /usage: custo da sessão, limites do plano e estatísticas. /cost e /stats são apelidos.
  • /status: versão, modelo, conta e conectividade.
  • Shift+Tab: alterna o modo de permissão.

Quando usar

  • Sonnet ou effort mais baixo: tarefa clara, repetitiva, que você vai revisar de perto.
  • Opus, effort high ou xhigh: bug cabeludo, decisão de arquitetura, código desconhecido.
  • Fable: tarefa longa e autônoma em que vale pagar pela capacidade extra.
  • Fast mode: iteração ao vivo, debugging em tempo real, prazo apertado, e com orçamento para isso.
  • Advisor: tarefa longa com vários passos rotineiros e poucas decisões que definem o resultado.

Quando não usar

  • max como padrão. A própria doc diz que pode pensar demais.
  • Fast mode em tarefa autônoma longa, batch ou CI. A doc recomenda modo padrão para esses casos.
  • Advisor em tarefa curta, sem muito o que planejar.
  • Trocar de modelo a cada mensagem. A troca afeta o cache de prompt e o custo.

Faça agora

  1. Escolha uma análise que dê para repetir, por exemplo:
Analise o módulo X e liste os três maiores riscos de manutenção, com arquivo e linha. Não altere arquivos.
  1. Configuração A: sessão nova com modelo e effort mais leves.
claude --model sonnet --effort low
  1. Rode o pedido. Anote o tempo aproximado e confira o consumo com /usage.
  2. Configuração B: outra sessão, mais pesada.
claude --model opus --effort high
  1. Mesmo pedido, mesmas anotações.
  2. Compare: os riscos apontados batem? Alguma das duas inventou coisa? A diferença de qualidade justifica a diferença de tempo e consumo?
  3. Escreva sua Política pessoal de modelo: para cada tipo de tarefa, a configuração escolhida e o motivo.

Armadilhas

  • Achar que o modelo mais forte é sempre a melhor decisão. Para tarefa simples, só sai mais caro e às vezes mais devagar.
  • Ligar fast mode no meio da conversa. Você paga o contexto inteiro no preço de fast mode.
  • Esquecer que fast mode e Fable podem cair em usage credits mesmo com limite sobrando no plano.
  • Usar "pense muito" achando que muda algo. Só ultrathink é reconhecido.
  • Esquecer que /model salva como padrão para as próximas sessões. A doc indica apertar s no seletor para trocar só na sessão atual.

Material para levar

Política pessoal de modelo (modelo para preencher):

| Tipo de tarefa                     | Modelo  | Effort | Fast? | Motivo                        |
| Rename, ajuste pequeno, rascunho   | sonnet  | low    | não   | revisão minha logo em seguida |
| Feature com escopo claro           | sonnet  | medium | não   | bom custo para trabalho comum |
| Bug em código existente            | opus    | high   | não   | casos de borda e verificação  |
| Arquitetura, código desconhecido   | opus    | xhigh  | não   | raciocínio mais profundo      |
| Debug ao vivo com prazo            | opus    | medium | sim   | latência importa mais         |

Data da última verificação desta política: ________. Recursos em preview mudam. Revise com o changelog oficial.

Prática: Política pessoal de modelo

Execute a mesma análise com duas configurações de modelo ou effort e compare qualidade, tempo e consumo.

O que guardar como prova

  • Tabela curta com tarefa, configuração escolhida e motivo.

Checkpoint

  • O entregável “Política pessoal de modelo” existe e pode ser verificado por outra pessoa.
Marcar como concluída no mapa

Referências

Conferido na documentação oficial em 22/10/2026. Ferramenta muda rápido: se algo não bater, a doc oficial manda.

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